Carlos Antônio, prefeito de Jundiá (RN) participou da Mobilização Municipalista em Brasília
Pleitos municipalistas
Os prefeitos(a) apresentaram suas demandas, incluindo temas como falhas no censo demográfico, que impactam nos repasses do FPM; criação de despesas que oneram os Municípios, como os pisos de categorias profissionais, além da reoneração da folha de pagamento. Também foi destacada a atuação da CNM nos adicionais do FPM em julho, setembro e dezembro, e a importância do fortalecimento do movimento municipalista.
Atuação no STF
Em relação à atuação no Judiciário, a PEC 253/2016 permite que entidades de representação de Municípios de âmbito nacional possam propor Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) e Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC). Lideranças do movimento municipalista se reuniram com os líderes do Republicanos, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), e do PP, deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), para discutir o tema.
Ambos os partidos apresentaram resistência à proposta por defenderem restrições ao controle de constitucionalidade pelo STF devido a embates entre o Judiciário e o Legislativo, muitas vezes provocados por ações de legendas pequenas. O presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), é autor do PL 3640/2023, que restringe os partidos que podem apresentar esse tipo de ação. A proposta foi aprovada pela Câmara em 2025 e aguarda deliberação no Senado.
O presidente da CNM explicou aos líderes que a PEC não ampliaria irrestritamente os legitimados a ingressar com ADI e ADC. Foi apresentado o voto em separado do deputado Hildo Rocha (MDB-MA),construído em conjunto com a Confederação, ao PL 3640/2023. O texto estabelece critérios como associação de ao menos um terço das prefeituras para definição de entidade de representação de Municípios de âmbito nacional e veda entidade que represente apenas fração ou segmento específico dos Municípios.
Presente na reunião na CNM, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) demonstrou apoio tanto a PEC 231/2019 quanto à PEC 253/2016. Sobre a possibilidade de entidades municipais ingressarem com ações constitucionais no STF, o parlamentar considerou o pleito “mais do que justo”. “É necessário dar à CNM a condição de ingressar no Supremo Tribunal Federal porque muitos temas afetam os Municípios e a confederação fica de mãos amarradas ou precisa procurar outra entidade”, afirmou.




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